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Priscilla
16 November 2009 @ 05:23 pm
Todo mundo desejando o melhor dos dias, e tudo o que voce queria era um email de alguem especial.

Um email que nao vai chegar.
 
 
Current Location: Anywhere
Current Mood: cold
Current Music: What Have We Done - The Veer Union
 
 

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Priscilla
07 November 2009 @ 12:05 pm

Mito. Mas o fim sempre traz alguma licao. Foram 5, quase 6 anos. Uma eternidade para uma auto-suficiente em amizades. Comecou com a distancia, terminou com a distancia. Agora e' seguir em frente.

 
 
Current Location: Colorado Springs, CO
Current Mood: thankful
Current Music: Tides of Time - Epica
 
 
Priscilla
15 May 2009 @ 10:45 pm

Há um sonho em mim, vejo um lugar onde, com orgulho, sei que vão me encontrar. Todos vão sorrir quando eu lá chegar. Há uma voz dizendo “É aqui que eu vou viver”. Eu viajarei, vou vencer distâncias. Não fraquejarei (nada é pior). Nesse tal lugar onde vou parar, eu sei que a minha vida ficará melhor.

por que dizer alguma coisa, quando Disney sabe descrever com exatidão sua vida?

 
 
Current Location: underworld
Current Mood: crappy
Current Music: The Older I Get - Skillet
 
 
Priscilla
01 December 2008 @ 10:43 pm

- Que foi, pequena?
- Nada.


"Eu só nunca me senti tão sozinha".
 
 
Current Location: Anywhere
Current Mood: confused
Current Music: Goodbye My Lover - James Blunt
 
 

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Priscilla
08 August 2008 @ 02:08 pm
Professor: A mulher, né, toda humilde... vivia na roça, usava saco de ração, de arroz como calcinha, né. Tinha até uma que, quando você olhava, tava escrito 'RAÇÃO PARA PINTO' nela...

[pausa para a turma morrer]

Pois é, ela foi no médico da cidade grande, um ginecologista. Aí ela chegou pro doutor e disse que estava sentindo umas dores estranhas no abdômen... aí ele perguntou 'a senhor está urinando bem, está urinando em abundância?'. Aí a senhora, muito rapidamente, respondeu: 'não, senhor, é pela xoxotância mesmo!'





O que é uma aula de geografia, não é mesmo, minha gente?
 
 
Current Location: IDK
Current Mood: predatory
Current Music: Happy Ending - Mika
 
 
Priscilla
05 August 2008 @ 06:29 am
Decepção.
...
 
 
Current Location: On top of the world
Current Mood: apathetic
Current Music: Do Ya - McFLY
 
 
Priscilla
03 August 2008 @ 10:08 pm
She closed the window she was reading on the computer, feeling something strange. The story wasn't good at all, but the writing was. She didn't care, though. She wanted to, but she couldn't concentrate enough to compliment or criticize it. She was in pain. 
 
Suddenly, she wanted to scream. Her eyes were flooded, there was no air in her lungs. Just agony. The girl didn't know what was happening to her, but the feeling was overwhelming. As if her heart would explode any second, as if someone was trying to suffocate her. All she wanted was for it to end. 
 
She wept and closed her eyes, hoping that it would ease the ache. It didn't work. Music, too, wasn't of any help. It only made it worse and she realized it was all in her head. The emptiness, the lack of hope, the grief. For some reason, she had decided to give up. Still, as she looked for it through her memories, she found nothing.  
 
But she knew something; she had to go on. She wasn't sure if she could handle it, but she felt like she had to -- not for her, but for those who would need her presence. 
 
Someday, that pain would stop and she would be able to rest. And she found her comfort in that.




Aconteceu.
xx Piu
 
 
Current Location: The Island
Current Mood: nervous
Current Music: All Will Be Forgotten - Holly Brook
 
 

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Priscilla
24 July 2008 @ 12:20 am
Ela passou outra canção com um safanão. Aquilo não estava ajudando; pelo contrário, ouvir música só a estava deixando mais irritada. Talvez, se ela explodisse alguém com a força da mente... Sim, aquilo a faria sentir-se melhor. Mas, infelizmente, não tinha tal capacidade. Ainda, acrescentou mentalmente.

A moça estava jogada no sofá de sua sala, usando uma roupa velha, com os cabelos desgrenhados - oh, férias! para que servem senão para que você possa passar um dia sem se olhar no espelho? - e uma bacia de pipoca ao lado. Sara Bareilles cantava sobre o amor, o que a fez revirar os olhos e desferir outro tapa no aparelho. Desta vez a batida de Grace Kelly, de Mika, a agradou.

"Do I attract you?
Do I repulse you with my queasy smile?
Am I too dirty?
Am I too flirty?
Do I like what you like?"

Cantarolou, rindo. Manteve seus olhos fechados - tinha lido em algum lugar que a música era melhor apreciada assim - e balançou os pés no ritmo.

"I could be wholesome
I could be loathsome
Yes, I'm a little bit shy
Why don't you like me?
Why don't you like me without making me try?"

"Pergunta interessante," murmurou, mas sem sair do espírito leve que levara dias para conseguir. Alcançou o botão de volume com as pontas dos dedos. Era de tarde, os vizinhos não poderiam reclamar. A mãe estava no médico, o irmão estava no sítio, o pai tinha saído... A empregada arranjara uma maneira de sair quando não havia adultos em casa. Estava sozinha.

"I tried to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I tried a little Freddie
I've gone identity mad!"

Um chacoalhar de esqueletos não a mataria, não é? Ninguém jamais saberia de nada...

Olhou para os lados, semicerrando os olhos como se estivesse tramando algo. E, bem, sentia-se como se estivesse. Imagine se alguém pudesse vê-la dançando? E, ainda por cima, Mika?

"Vamos, você sabe tão bem quanto eu que as pessoas da sua cidade não tem capacidade intelectual o suficiente para conhecer e entender Mika."

Ela tinha de parar de conversar consigo mesma. Mas sua consciência tinha um ponto.

"I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!"

Empurrou o sofá para longe, remexendo-se ao ritmo da música e agarrou o primeiro - e inocente - cachorro que cruzou-lhe o caminho.

- Você vai dançar comigo!

"How can I help
How can I help it
How can I help what you think?
Hello my baby
Hello my baby
Putting my life on the brink
Why don't you like me
Why don't you like me
Why don't you like yourself?
Should I bend over?
Should I look older just to be put on your shelf?"

Era divertido. Colocar os braços acima da cabeça, fechar os olhos e rodopiar com a certeza de que não havia móvel algum para que ela se espatifasse e quebrasse, como costumava acontecer todas as vezes. Fez beiço. Não tinha culpa de não ser exatamente ciente de seu tamanho e força.

"I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I tried a little Freddie
I've gone identity mad!"

Ela definitivamente deveria obrigar todo ser humano na face da Terra a ouvir Mika antes de sair de casa! A única coisa que poderia trazer a paz mundial ainda mais rapidamente, era ensinar todas as crianças a dançar Thriller.

"I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!"

Ela riu de novo e enroscou-se em seus próprios pés, desequilibrando-se. "Oops." Talvez aquela fosse uma música que drogava. Não existia uma batida que atuava como droga no cérebro humano? Oh, bem, se existia, Grace Kelly com certeza era uma delas.

"Say what you want to satisfy yourself
But you only want what everybody else says you should want...
You want..."

Outro rodopio, mas dessa vez conseguiu manter-se de pé.

"I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!"

Com uma estranha mistura das coreografias de McFLY e Michael Jackson, ela finalizou a dança.

"Kachinga!" cantou com o vocalista.

E então estava rindo novamente e arfando pelo esforço. Arrastou de volta o sofá e jogou-se no mesmo, tateando a bacia em busca de uma pipoca sobrevivente. Ninguém jamais iria saber.






Me ignorem.
xxx Piu



PS: Isto não aconteceu. Só juntei minhas tardes de tédio + ouvir Mika depois da meia-noite. Okay?
 
 
Current Location: Sofa
Current Mood: sleepy
Current Music: Halo - Bethany Joy Lenz
 
 
Priscilla
A morena batucou na mesa do computador, impaciente. O silêncio era a única coisa que ouvia, embora estivesse com a amiga no quarto; estranhamente, esta parecia estar sem vontade de fazer barulho e atormentar a outra. Não que ela se importasse; pelo contrário, aquela calmaria lhe fazia bem. Seus pensamentos fluíam livremente, tão livres que ela viu-se obrigada a chamar sua companheira.

— Cara, acho isso terrível. — disse, de repente. A loira apenas desviou os olhos da parede e a encarou, confusa. A morena continuou. — As pessoas não mais sentem, elas são mecânicas, saca? Em todo lugar tem um 'eu te amo'. Amar é algo sublime. Amar um amigo ou uma amiga, não é sempre que acontece, por exemplo.

— Concordo. — respondeu a outra, sorrindo levemente. Estranhamente, sua mente vagava em um assunto parecido há alguns minutos. — Eu, por exemplo, acho milhões de vezes mais difícil dizer 'eu te amo' olhando no rosto da pessoa. Não falo isso nem para os meus pais, porque me sinto vulnerável. Porque amar é simplesmente se expor ao outro.

— Isso que você falou é a mais pura verdade: "se expor ao outro". Porque existe a diferença de expor setores seus — ela riu com a expressão. — para uma paixonite, mas o amor é a convivência e a ''química" entre as pessoas. Ou seja, o quão a pessoa está aberta para te amar.

— Pois é. O amor banalizou nessas últimas décadas, sabe?

— MUITO. Isso me deixa realmente triste. De verdade. — a morena soltou um suspiro, quase um bufo, indignada.

— A mim também, mas, sei lá, acho que há esperança para as gerações futuras. — seus olhos, porém não demonstravam aquilo. Embora fosse uma romântica incurável, a garota não mais acreditava no ressurgimento do cavalheirismo. A não ser, é claro, que, de acordo com uma de suas estranhas teorias, a tecnologia atingisse um nível crítico e tivéssemos todos de retornar à época e costumes medievais.

— Talvez. O pior é pensar que metade das pessoas do mundo nunca amou ninguém.

— Metade é otimismo. – zombou a outra.

— É, ok, menos da metade. — ela revirou os olhos, mas outra linha de pensamento lhe atingiu. — Chega a dar repulsa. As pessoas ficam com um guri, dizem que o amam, choram um tiquinho e na semana seguinte estão divididas entre o "peixeiro" e o "padeiro". O que é ruim, porque quando o verdadeiro amor é descoberto, sua vida muda completamente, você entende coisas que antes não entendia, aceita o outro como é, há respeito, há carinho... há amor.

As duas ficaram em silêncio, absorvendo o que cada uma dissera. A loira quem recomeçou.

— Eu ouvi uma frase, não me lembro onde, "quem ama não vê defeitos, quem odeia não vê qualidades". É basicamente isso; um rosto feio passa a ser o mais bonito, uma voz irritante passa a ser a mais doce melodia. Mas se você vê só o de fora, como pode julgar alguém? Como amar uma pessoa sem conhecer o interior? Sem saber, por exemplo: qual a cor favorita dela? Qual o humor dela hoje? Quais as influências dela? Para onde ela vai quando quer fugir? O que a faz feliz, o que a faz chorar?

— EXATAMENTE!

— São coisas simples, sabe? Mas, quando alguém lembra, é emocionante e sentir que a pessoa te leva a sério a ponto de lembrar desses detalhes... É um afeto tão grande que se sente, imagine quando em condição de amor?

— Nossa, é o mundo. É bem aquela coisa: "O mundo está no outro." E sabe o que é pior?
As pessoas falam muito em ficar, em pápápá, porque se contentam com o raso, com o pouco, com aquilo que não é verdadeiro. E criticam aqueles que sabem que não é bem por aí.

— Exato.

— Eu posso estar errada, mas... Paquerar, tudo bem, é uma coisa. Mas insistir em algo bizarro (ficando com alguém que não vai com sua cara e só olha pro seu traseiro) é bater na mesma tecla à toa.

— Mas é isso mesmo! As pessoas são criadas sem base alguma de relacionamento e amor. Elas não se importam com as preliminares, não se importam com o conhecimento interior antes do físico, não se importam com o significado que um primeiro beijo tem depois de meses de expectativa e a certeza de que há alguma coisa especial naquela pessoa. Quase todos preferem ficar com qualquer um, a ficar sozinho e esperar.

— É algo mecânico, né? É algo tão... sem sentido. O mundo está uma bizarrice. Não adianta falar com as pessoas, tentar fazê-las sentir. Esse tipo de coisa vem dentro, vem da alma.

— É difícil! Nunca vou achar um cara assim, mas não vou desistir!

— Não podemos desistir! — a garota deu um pulo da cama e quase caiu, arrancando risadas da amiga. — Um dia aparece alguém, nem que este dia pareça distante!

— Tipo isso, se nós não acreditarmos, quem vai?

— É verdade. Quando nós menos esperamos, ele aparece, né? Não dá pra prever. — ela suspirou. — Muito bem, precisamos arranjar o que fazer.

— Definitivamente. Mais uma tarde brincando de Sócrates e eu corto os pulsos!

— Você daria uma boa filósofa, se quer saber.

— Não fode, tenho pavor de filosofia!

A morena riu e gritou algo como ‘VAI SE FORMAR EM FILOSOFIA’, enquanto corria porta afora. Os gritos daquela guerra de almofadas foram ouvidos a quadras da casa das moças.







Sim, essa conversa aconteceu. Há uns 30 minutos, para ser exata. Eu tentei modificar o mínimo possível, então é capaz de o texto estar mal estruturado, com erros de gramática e ortografia, afinal, foi via MSN :~ Mimizinha, odeio filosofia, mas amo filosofar com você XD

Antes de ir, só tenho mais uma coisa a dizer.
FÉRIAS! VACATIONS! UHUL! *corre em círculos e cai de cara no chão*



xxx Piu
 
 
Current Location: Bedroom floor;
Current Mood: flirty
Current Music: Poison - Tarja Turunen
 
 
Priscilla
06 July 2008 @ 07:04 pm
A garota soltou um suspiro triste, incapaz de segurar a angústia que aquela casa lhe trazia à memória. O chão de madeira estava coberto por um palmo de pó, o suficiente para tornar seus passos quase inaudíveis, mas ainda assim ela ouvia os barulhos que uma vez antes fizera ali dentro. Não havia móveis; não, claro que não. Quantas vezes não deviam ter vendido a construção? Barato e enorme, com seus três andares, porão e sótão. Algumas poucas reformas haviam sido feitas e ela podia enxergar anexos que antes não existiam em algumas portas.

Arriscou olhar para o que antes fora o quarto de seus pais. Podia enxergar-se correndo e jogando-se contra a cama de casal, sua mãe ralhando para que não mais o fizesse. Pela cor de seu cabelo — naquela época já o tinha vermelho — percebeu que seu pai já tinha ido embora.

Mãe, quero ir para Londres!” reclamava e a mulher apenas lhe dirigia os olhos extremamente claros e a enxotava dali. Bons tempos, até que começara a sentir-se sufocada pelo cotidiano.

Fechou a porta, segurando a vontade que tinha de escorar-se contra a madeira e deslizar até o chão. Não estava ali para isso. Queria lembrar-se do quanto era sortuda, de como seus sonhos valiam a pena.

Com aquele pensamento, subiu um lance de escadas e seguiu a única luz que via naquele andar. Reconheceu sua cozinha. Esta continuava a mesma, embora estivesse despida de qualquer coisa que não os armários e a pia. As cores eram diferentes também, mas o ar ainda lhe remetia conforto. O sol, ainda baixo, entrava pelas minúsculas frestas que o jornal colado nas janelas deixava escapar. Outro flash a alcançou.

Desta vez sua irmã também estava ali.

Surpreendentemente, isto cheira bem.” Disse.

Mesmo? É receita das brasileiras. Tu sabes que isto pode vir a matar. Pensei até em usar a ti como cobaia.”

A menina fez uma careta com aquele pensamento e recuou, fazendo a ruiva gargalhar maldosamente. Concordava que algo vindo de suas amigas brasileiras era perigoso para sua saúde, mas se tinha de morrer antes de chegar ao estrelato, que o fizesse com um brigadeiro envenenado.

Desviou o olhar, procurando segurar as lágrimas. Ainda havia um último lugar para visitar.

O décimo primeiro degrau rangeu quando pisou nele. Talvez aquilo fosse um sinal para que não entrasse ali, mas a curiosidade era mais forte que sua superstição. A princípio nada viu. O escuro tomava conta do lugar.

Vou viver aqui para sempre, mamy! E não digo isto com felicidade!” era sua a voz que vinha do escuro. Podia se ver jogada na cama, chorando compulsivamente, com a mãe ao lado. “Meus sonhos nunca se tornarão realidade e terei de fazer um curso qualquer de fotografia para tirar fotos de gente qualquer!”

Querida...”

Não! Eu não quero ouvir! Tu não me apóias em nada do que decido fazer! Tu não me deixaste nem mesmo passar alguns dias no Brasil! No Brasil! O único lugar onde as pessoas não dão risada de mim, mamy!”

Eu não dou risada de ti.”

E mesmo assim tu achas que vou fracassar se tentar sair daqui!”

A mulher não tentou rebater. Deixou que a filha chorasse, sem saber que ela teria partido dias depois. Sim, ela fugira. Juntara todo o dinheiro que conseguira e entrou em um avião para Londres. Sua casa ficara para trás, sua mãe, sua irmã. Até mesmo seu pai, que via com certa freqüência.

Tinha catorze anos na época. Agora tinha vinte-e-dois.

Hey.” Ouviu uma voz atrás de si. A loira e a morena a olhavam, sem graça. Não queriam ter interrompido as lembranças que, com certeza, estavam correndo em frente os olhos da ruiva.

Já está na hora?”

Bem, sim. Você insistiu para que não ficássemos mais de algumas horas em Portugal, então... É, temos de ir ao aeroporto.” Disse a loira, examinando a casa com olhares furtivos.

Você encontrou algum sinal delas?” perguntou a morena, com mais tato.

Não. E nem esperava, para dizer-te a verdade. Só... Queria me lembrar porque abandonei tudo.”

Oras, é preciso que eu traga os garotos da sua banda para te lembrarem disso?” brincou a outra, embora o olhar de preocupação permanecesse intocado em seus olhos escuros.

Tu me entendeste, brasileira.”

Por si mesma, portuga.” Disse a loira, sorrindo apologeticamente. “Você se lembra do sentimento de claustrofobia? Da mágoa, da angústia? Do desejo que tinha de ter uma banda e de tudo e todos que lhe diziam o contrário?”

É.”

Ouça, eu sei que elas partiram sem te dizer para onde seguiam. Sei que elas te abandonaram de todas as formas possíveis e nem mesmo a fama as trouxe de volta. Mas elas vão voltar. Seus sonhos, pelo contrário, não vão ficar esperando.”

Você está para se apresentar em um dos maiores festivais da Europa.” Adicionou a morena. “Sua banda tem fãs e você é conhecida. Alguns sacrifícios tiveram de ser feitos e muitos outros ainda terão, mas você nos tem. Você nunca está sozinha.”

Nunca.”

A moça olhou seu quarto novamente. As paredes estavam descascando e era possível ver os contornos empoeirados onde antes seus pôsteres tinham estado colados. Vencera. Sua irmã e sua mãe não estavam ali, mas vencera. E tinha suas amigas desajeitadas com palavras e que queriam lhe consolar de alguma forma.

Chegara à conclusão, porém, de que sempre teria algo pelo que chorar. Antes pela crença que não conseguiria uma banda e que não iria para Londres, seus sonhos. Agora, pela falta que sua família fazia. Mas já não tinha somente a si para desapontar; milhares de pessoas a conheciam. E centenas de jovens se espelhavam nela. A casa serviu para seu propósito, então. Uma vez quase desistira, não cometeria aquele erro novamente.

Sonhar valeu a pena, não é?” murmurou.

Valeu sim, mascote.”  







Desculpa, Mags, você sabe que eu sou desajeitada com as palavras e que minhas idéias nunca terminam bem. Mas sei lá, acho que precisava escrever alguma coisa pra você. E, por favor, NÃO SIGA A IDÉIA DE FUGIR. That's it, folks. Até a próxima :)

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Current Location: Over there!
Current Mood: dorky
Current Music: Top of the world - Kate Voegele