Admito, eu estava sendo desnecessariamente rude na hora em que disse aquilo, mas, em essência, era verdade.
As pessoas se preocupam tanto em amar outras pessoas, que esquecem que também têm que se amar. Não é culpa delas--não necessariamente. Temos liberdade de escolha, não temos? Isso já garante parte, se não toda a culpa. O que eu quero dizer, sem que pedras sejam atiradas em mim, é que o romance é sobrevalorizado pela sociedade. Parece que tudo é em função do amor: novelas, livros, a felicidade, o maior objetivo da vida. E, embora esta seja uma verdade, ela é parcial. Amar não é algo que você só possa fazer por outra pessoa; é algo que você pode fazer por você também.
Na verdade, as pessoas deveriam crescer já gostando de si mesmas. Cuidando-se, aceitando-se, orgulhando-se do que são e mudando apenas para sentirem-se bem. É claro que as coisas não são assim, o que me causa um nível de frustração que os médicos não considerariam muito saudável. Com o passar dos anos, é cada vez mais enfiado em nossas cabeças que só podemos atingir a felicidade plena se estivermos acompanhados. Namorado, marido, noivo, companheiro, amante, como preferir chamá-los e no gênero escolhido. E enquanto deve ser realmente satisfatório ter alguém com quem você pode compartilhar seus medos e conquistas, não quer dizer que você tem sempre que amar. Forçar o sentimento, além de banalizá-lo, é quase treinar uma geração inteira para sofrer.
E, vamos lá, gente. A felicidade não é algo constante ou eterno. São momentos.
Acho que eu simplesmente não vejo razão para gastar sua energia lamentando um amor que não te quer quando você poderia estar esforçando-se para construir um futuro melhor. Se você quer alguém, corra atrás. Se falhar, siga em frente. Amor acontece quando você menos espera. Pode não ser eterno, pode não ser fácil, mas acontece. Enquanto isso, foquem-se em vocês mesmos. Não sofram pelo desnecessário.